ter. out 15th, 2019

Vidro é transformado em espécie de aço e isso pode salvar a tela do seu celular

Se você já teve o azar de derrubar seu smartphone no chão, é possível que conheça a sensação de pegar o aparelho e ver a tela rachada. Mas anime-se! Esse tipo de perrengue pode, daqui um tempo, ser coisa do passado, graças a descoberta de pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer, de Nova York. Liderados por Yunfeng Shi, professor da instituição, a equipe encontrou uma maneira de tornar o vidro muito mais resistente, igual o aço, segundo artigo publicado na revista Nano Lett.

O vidro usado na maioria dos smartphones disponíveis no mercado pertence à família dos óxidos, na qual cada átomo de silício se liga a quatro átomos de oxigênio. Esse tipo de ligação é responsável pela criação de um vidro rígido, que não permite deformações. Em outras palavras, quando um estresse externo é aplicado, como o impacto de uma queda, ele se quebra. Ou seja, a culpa é do excesso de rigidez!

O que o pesquisador Shi e seus colegas descobriram, através de simulações moleculares, foi que o vidro de sílica, produzido com a compressão de nanopartículas de sílica reunidas, pode ser esticado até 100% mais sem quebrar, ou seja, ganha maleabilidade.


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Imagem que um dia pode ficar no passado com as novas descobertas da tecnologia 

Essa capacidade elástica dá uma resistência inédita ao vidro, como se fosse um prédio à prova de terremotos que, ao invés de serem mais rígidos, são maleáveis e capazes de acompanhar os abalos sísmicos. Dessa maneira, conseguem resistir a desabamentos.

Os pesquisadores também descobriram que a ductilidade, o grau limite permitido de deformação, aumenta quando o silício se liga a cinco átomos de oxigênio, em vez de quatro. Essa nova estrutura é conhecida por silício quíntuplo.

A descoberta permite que o vidro suporte mais carga (e quedas), sem trincar. Além de nossos telefones, o potencial dessa descoberta se estende a muitas áreas, como a construção civil. Para o professor, “este vidro é tão rígido quanto o aço” e, caso seja temperado, pode vir a substituir, de fato, o aço. Afinal, ele tem uma estrutura densa que pode resistir a compressão.

O desafio da equipe do Instituto Politécnico Rensselaer, agora, é desenvolver o material de maneira transparente e o testar na prática, em laboratório. Desastrados de plantão: torçam para esse vidro dar certo!

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