ter. out 15th, 2019

Google tentará prever comandos do jogador para zerar lag no Stadia

Desde que o Google anunciou o Stadia em março de 2019, o público gamer vem se questionando como a empresa pretende contornar o problema da latência e do lag nos jogos. Essa dúvida, entretanto, começou a ser respondida nesta quarta-feira pela própria empresa, que tem um plano digno de ficção científica para resolver o caso.

Em entrevista à Edge Magazine, o vice-presidente de engenharia do Google, Madj Bakar, disse que a empresa está trabalhando numa maneira de prever os comandos do jogador para acabar com os eventuais lag e latência na plataforma. Segundo o executivo, o plano é que nos próximos dois anos o Stadia seja mais responsivo do que qualquer console, mesmo rodando os jogos na nuvem.

Ao que tudo indica, a coisa toda funcionará da seguinte forma: a tecnologia de streaming do Google analisará o comportamento do usuário durante as partidas e traçará um perfil com o padrão de reação e pressionamento de botões em situações específicas. De posse desses dados, os servidores do Stadia conseguiriam enviar a reação ao usuário antes mesmo de ele fazer qualquer ação, pressionar algum botão ou iniciar algum movimento. Quando a tecnologia estiver plenamente funcional, Bakar diz que a plataforma rodará jogos com “latência negativa”.


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O plano parece absurdo e abre espaço para uma série de questionamentos que não foram respondidos pelo executivo do Google. Por exemplo: e se o comando previsto pelo Stadia estiver errado? Como ele corrigiria isso e como ficaria, justamente, a latência nesse caso de trabalho dobrado? Certamente a companhia já está pensando em uma maneira de contornar isso, do contrário não falaria de um recurso como esses sem um plano de contingência, mas ela não ofereceu nenhum detalhe adicional.

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Com a “latência negativa”, objetivo do Google é fazer o Stadia rodar jogos tão bem quanto qualquer outro console executando os títulos localmente (Foto: Sam Rutherford)

Outra dúvida que surge é esta: essa previsão de comandos funcionará para todos os jogos ou estará limitada a títulos e/ou gêneros específicos? É difícil imaginar algo nesse sentido funcionando tão bem em FPS ou em jogos de corrida, por exemplo, a não ser que o Google tenha conseguido avançar no machine learning além de qualquer outra concorrente — o que, neste momento, parece pouco provável.

Em todo caso, teremos vislumbres se isso tudo vai dar certo ou se vai ficar apenas na promessa quando o Stadia for lançado em novembro. A partir desse mês, em até dois anos a tal “latência negativa” deve entrar em ação. Estaremos de olho!

Leia a matéria no Canaltech.

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